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Expedição Pantanal

Encontros e descobertas no Pantanal, com Ricardo Martins

Por: Equipe Vai por Mim + Ricardo Martins

| 25 de Agosto

Direto de um barquinho no meio do rio, viemos contemplar a beleza que vem da água, da terra e do ar. O encontro com os animais do Pantanal é mais do que esperado, é o momento auge da nossa viagem.

Tudo flui com a maior naturalidade, e o Pantanal nos presenteia com imagens memoráveis.

De surpresa, um jacaré compõe um cenário inesperado, mas perfeito para uma foto singular. Depois, o bico afiado do talha-mar faz seu trabalho no espelho d’água enquanto Ricardo Martins prepara suas lentes para um registro exato. E por fim, a técnica da pesca com cupim é uma dança orquestrada pelos nativos pescadores.

Cada clique guarda momentos únicos. É fascinante! Acompanhe mais um episódio em que estivemos em contato com a fauna pantaneira e com as vivências do povo local.

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Frente a frente com os animais do Pantanal

Ricardo Martins tem uma missão para cumprir nesta viagem ao Mato Grosso do Sul: desbravar o Pantanal e fotografar as mais incríveis figuras da fauna pantaneira. Mais uma vez, o fotógrafo de natureza obteve sucesso e garantiu registros lindos para o seu livro.

Antes de te contar um pouco sobre os dois bichos protagonistas deste episódio, queremos lembrar que a biodiversidade no Pantanal é enorme. No entanto, a presença de queimadas, caça ilegal e mudanças climáticas são fatores de alerta para a vida nesse bioma.

Várias espécies estão ou já estiveram em risco de extinção. É o caso da onça-pintada, lobo-guará, tamanduá-bandeira, cervo-do-pantanal e até mesmo a ave símbolo da região, o tuiuiú.

É com muito respeito ao ecossistema que Martins se aventura na procura pelos melhores cliques. O talha-mar e o jacaré marcaram presença na lista de animais pantaneiros vistos pelo fotógrafo e nossa equipe. Confira os detalhes!

O curioso caso da ave Talha-Mar

Olha o passarinho!

Pelagem preta na parte superior do corpo e branca na inferior, uma leve bifurcação na cauda e bico comprido de cor alaranjada e pontas pretas. Essas são as principais características visuais do talha-mar, um pássaro que tem a habilidade fabulosa de pesca.

Por incrível que pareça, o bicho sequer mergulha a cabeça para capturar suas presas na água. O que permite que ele pegue peixes na superfície aquática é a anatomia do seu bico, cuja parte de baixo (mandíbula) é maior que a de cima, como Ricardo bem observa.

Basta um voo rasante com uma velocidade acima dos 30 km/h, o bico inferior imerso no rio, e pronto! Ainda tem dúvidas do porquê a espécie recebe os nomes de talha-mar, corta-água, bico-rasteiro, gaivota-de-bico-tesoura, entre outros?

A ave mede cerca de 50 cm de comprimento, pesa em torno de 200 a 400 gramas e vive cerca de 20 anos, andando em grandes bandos somente na fase reprodutiva. Essa espécie ocorre em todo o Brasil, habita praias, estuários, rios e lagos.

É interessante mencionar que seus ninhos são feitos na areia, e os filhotes possuem coloração que possibilita a camuflagem nesse cenário.

Os jacarés repousam tranquilos no Pantanal

Qualquer passeio pelo Pantanal remete à cena tradicional dos enormes jacarés às margens dos rios no maior clima de sossego. O jacaré-do-pantanal é uma espécie típica de áreas alagadas da América do Sul, especialmente o sul da Bolívia, o norte da Argentina e o Centro-Oeste do Brasil.

Esse réptil é versátil devido aos seus hábitos semi-aquáticos. O bicho é super ágil na água, mas lento no solo. Por isso dá esse ar de tranquilidade quando está na beira do lago ou rio tomando um solzinho.

Podendo medir até 3 metros de comprimento, é impossível não ver um desses durante uma expedição pantaneira. Ah, e o gigante tem uma característica que se destaca: seus dentes ficam visíveis até quando ele está com a boca fechada, isso explica o fato de ser apelidado como “jacaré-piranha”.

Jacaré-do-pantanal fotografado de perfil no momento em que começa a entrar no rio. A foto capta metade do seu corpo. O espelho d’água reflete a imagem do bicho.
O jacaré-do-pantanal é um bicho simbólico desse bioma. (Fotografia: Ricardo Martins).

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Vale lembrar, ainda, que o jacaré possui um papel fundamental no que diz respeito ao equilíbrio ecológico. Isso porque ele realiza um tipo de seleção natural ao se alimentar de outros animais em condições de fraqueza, doença ou velhice. Ele também contribui para o controle do número de piranhas nos rios e consome bichos que podem transmitir doenças, como caramujos.

O jacaré-do-pantanal pode até ter a pose de um predador temido, mas ele gosta mesmo é de serenidade, desde que não seja incomodado em seu território.

  • Curiosidade: há mais espécies de jacarés pantaneiros, que são o jacaré-anão e o jacaré-de-papo-amarelo.

Usando cupim para atrair a tuvira: um tipo de pesca que você nunca viu

Após observar e fotografar os animais que vivem no Pantanal, acompanhamos uma atividade muito comum nas comunidades ribeirinhas. Estamos falando da pesca, só que de um jeito diferente.

Conhecemos uma nova modalidade desse trabalho, uma versão que envolve cupins, fumaça, redes e lonas. Vamos explicar por partes!

O objetivo dos pescadores nessa tarefa é capturar as tuviras. Bastante popular no Brasil, a espécie é encontrada em águas com bastante vegetação, a exemplo dos rios e lagos do Pantanal. Ela pode ser consumida como alimento ou servir como isca viva na pesca de dourado, pintado e outras espécies de peixes de grande porte.

Rio Claro, no Pantanal, emoldurado por vegetação rasteira. O sol brilha entre as nuvens e reflete na água.
A pesca de tuvira com cupim é feita durante a noite em rios e lagos. (Fotografia: Ricardo Martins).

Existem algumas formas de pescar o bicho de hábitos noturnos. Na prática dos pescadores do Pantanal, é necessário encontrar cupins, que serão usados para atrair as tuviras. Os cupins são preparados, colocados em uma rede sob a água, cobertos com uma planta chamada aguapé e, por fim, com uma lona.

É assim que as tuviras começam a surgir na rede. Tá, mas, e pra que serve a fumaça? Esse é um elemento indispensável nesse momento, já que sua função é espantar os mosquitos que ficam rodeando o pessoal durante a pesca.

Bora ver de perto a fauna do Pantanal?

Sinta a viagem você também! Você tem motivos de sobra para fazer uma imersão na diversidade do Pantanal, assim como Ricardo Martins fez.

Para curtir a viagem no melhor estilo, conte com a potência dos melhores carros aventureiros. E com as vantagens que só nossos parceiros oferecem, você ainda dá um upgrade na sua expedição.

Mas, a jornada ainda não acabou!

Conheça outras espécies de animais no Pantanal

Expedição Pantanal

Sinta a viagem pelo bioma pantaneiro com o fotógrafo de natureza Ricardo Martins em uma websérie original Localiza. São 6 episódios para você desbravar a riqueza da fauna e da cultura do safári fotográfico do Mato Grosso do Sul.

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